[resenha] DESIGNATED SURVIVOR (sem spoilers)


Assisti ontem à noite (23/09) a nova série de Jack Bauer......quer dizer: Kiefer Sutherland: “Designated Survivor” (Sobrevivente Designado, literalmente), e o resultado é que se trata de um episódio piloto muito bom. E conforme mostram as pesquisas o público achou o mesmo, já que foi uma das melhores audiências do canal, o que já sinaliza uma boa chance de se manter no ar.

A história parte da suposta regra de que no caso dos membros da cúpula do governo estiverem reunidos no mesmo local, alguém na escala de sucessão deve ser isolado em um local diferente (lógico), por medida de segurança.

A “bola da vez” era Tom Kirkman (Sutherland), que era o secretário de habitações e desenvolvimento urbano. E quando ponho o verbo no passado – era – é porque logo no inicio do episódio lhe é oferecida uma “oportunidade” do tipo irrecusável. Servir como um “tipo” de embaixador num buraco qualquer em outro país.

Claro que para a série rolar, tinha de acontecer alguma coisa. E aconteceu: um atentado à bomba mata de uma só vez todos os representantes do alto escalão do governo, incluindo ai o presidente americano (o que mostra um grande descuido ou muita arrogância). Desnecessário dizer que as coisas mudam imediatamente para Bauer....quer dizer: Kirkman!

No piloto fica bem claro as dificuldades que o presidente “não eleito” terá de enfrentar pela frente. Algumas delas surgem de imediato: um general com um “dedo nervoso no gatilho” (quer retaliar imediatamente contra o Oriente Médio), secretários que trabalham para outros interesses, subordinados que o acham fraco e insignificante, ou seja, todas as intrigas “palacianas” de seriados do tipo.

Como se não bastasse isto temos os dramas paralelos, ou as subtramas: uma agente do FBI que procura encontrar alguém que estava no local da explosão; o filho do agora presidente envolvido em trafico de drogas; as consequências do ocorrido na carreira da esposa de Kirkman; e algo que ainda não foi mostrado: a reação dos cidadãos americanos diante do novo presidente.

A série tem alguns trunfos a seu favor: o ator Sutherland, que mostra o potencial do aparente fraco Kirkman. O patriotismo estampado quase em cada cena e atitudes dos envolvidos. Como por exemplo: o altruísmo de Kirkman ao colocar o país a frente de sua própria família. A imediata superação do choque do ataque e a reação correspondente.

Ou seja, a série mostra tudo que o americano acho que é: o xerife do mundo!