MEMÓRIA NERD: CRYING FREEMAN...Combate - As Lágrimas do Guerreiro



Agora eu peguei pesado, né não? Além de MUITA gente não ter visto, ou lembrar, pouquíssimos se ligaram na época que o filme era a adaptação de um mangá (e de um anime!) de Ryoichi Ikegami e Kazuo Koike.

Crying Freeman recebeu no Brasil o nome de: Combate - As Lágrimas do Guerreiro e chegou aos cinemas em 1995. Foi uma produção conjunta da França, Canadá, Estados Unidos e Japão, e foi dirigido por Christopher Gans.

Pra quem curte esse tipo de informação, o elenco contava com: Mark Dacascos, Julie Condra, Rae Dawn Chong, Byron Mann, Masaya Kato, Yôko Shimada, Mako, Tchéky Karyo, Kevan Ohsji, Debbie Podowski

A história do filme nos leva aos EUA, onde Emu O' Hara (Julie Condra), uma reservada e solitária mulher, presencia a execução de alguns gangsters, enquanto pintava nas colinas de São Francisco, por um assassino que, após assassinar estes homens derrama lágrimas. Ela sente-se atraída pelo bonito e misterioso assassino,.Este é Yo, ou Crying Freeman (Mark Dacascos), e trabalha para uma organização chinesa, conhecida como "os 108 Dragões". Ele faz parte do mundo dos Dragões, que contra sua vontade condicionaram sua mente e responder a um sinal hipnótico que o transforma numa máquina assassina. Contrariando a lógica e as expectativas de seus superiores, o assassino a deixa viver, mesmo depois de posteriores insistências por parte do seu assistente, Koh (Byron Mann) para acabar com a vida da testemunha. A polícia é pressionada pela Yakuza, que querem eliminar Freeman e receiam pela segurança do seu líder, e dois detetives (Rae Dawn Chong e Tchéky Karyo) esperam que ele surja na casa de Emu para a matar. Emu o espera pacificamente, e quando ele surge em sua casa no meio da noite, ela lhe pede um favor: que ele se torne seu amante antes de matá-la. O amor dos dois deflagra terrível guerra que se segue.

É um bom filme de ação, bem parecido com outros tantos filmes de artes marciais, mas na época foi bastante original e, de certo modo, surpreendente. O diretor abusa um pouco da câmara lenta, mas não prejudica a narrativa, nem as cenas de luta. A montagem é de David Wu, que trabalhou nos filmes mais importantes de John Woo (na China). Cristopher Gans, o diretor, se esforça em querer ser fiel aos textos originais.

Christophe Gans tem no currículo: Necronomicon, uma obra cinematográfica em três segmentos, baseada em contos de H.P. Lovecraft, com a qual este filme partilha a maioria dos produtores. Entre eles está Brian Yuzna, produtor de Re-Animator (também baseado em Lovecraft) e realizador de Society e O Dentista.


O Manga Crying Freeman foi publicado entre 1989 e 1992. Entre outras importações, teve uma edição em português da editora Sampa. A história original de Kazuo Koike, não é propriamente complexa mas tem os seus momentos e é consistente, e a arte de Ryochi Ikegami é bacana.

O filme segue a linha geral do manga, e chegou a desenvolver sequências completas tiradas das páginas do mangá, como por exemplo a cena da mansão e o modo como Yo enfrenta os rivais. As alterações parecem decorrência da necessidades de condensar tudo em pouco mais de uma hora e meia de filme, e claro do envolvimento de diferentes países na produção. No original, os cenários são variados mas a ação principal mantém-se no oriente. As características mais marcantes do manga tiveram de ser abrandadas; a violência é a possível causa e o erotismo entre Freeman e Emu é substituído por excessivas cenas da bunda de Mark Dacascos e a Julie Condra (Parker Lewis e Eerie Indiana) é mais tímida que a Emu desenhada por Ikegami (Mas é bem parecida com a personagem!).

A sinopse do desenho é praticamente a mesma:”A artista plástica Emu Hino testemunha uma execução cometida pelo assassino profissional Crying Freeman. Solitária aos 29 anos, ela se apaixona pelo matador, sem saber que a próxima missão de Freeman é exatamente eliminar a única testemunha do trabalho – ou seja, a própria Emu.” Adaptação em anime do famoso mangá criado por Ryoichi Ikegami e Kazuo Koike.

Consta em algumas críticas que a quantidade de nudez fora de hora e sem propósito que acontece a todo instante não foi bem recebida por todos que assistiram.

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