Esquadrão Suicida - A Sopa de Letrinhas da Warner


Mais um filme da DC estreia no cinema, é massacrado pela critica e divide o mundo nerd. Quem gostou é chamado de "fanboy" e quem não gostou é chamado de "hater"; nessa seara não existe moderação ou meio termo.

Os trailers do filme Esquadrão Suicida davam "água na boca": prometiam um belo "prato" com uma "comida" "quente", "apimentada", bem "temperada", com um "gostinho" diferente e muito especial...

Mas, infelizmente o que vi no cinema não correspondeu ao que foi apresentado a nós, "clientes",  pelo "cardápio" da empresa (os trailers): o "prato" chamado Esquadrão Suicida foi servido "frio" e sem gosto pois não possuía aquele tempero especial prometido pelo chef  "David Ayer" e seus "cozinheiros".

A DC deveria pôr na "mesa cinematográfica" um "prato" com a sua marca, com seu estilo, que saciasse a conhecida "fome" que seus exigentes "clientes" sentem por seus filmes. Mas, o que Warner fez foi copiar o "cardápio" do restaurante que é seu maior concorrente - a Marvel - apresentando cenas pós-créditos e clichês, como o de um vilão que se acha o deus dos humanos e diz: "ajoelhem-se perante mim"... (Loki?!). Confesso que nesse momento eu estava esperando alguém dizer: "só existe um deus e ele não rebola assim"...

A DC conseguiu estragar até mesmo a "especialidade da casa" - o Batman - que saiu na porrada com o Pistoleiro, num beco escuro, diante da filha do criminoso, uma garotinha que quase perdeu a vida por conta da imprudência e insensibilidade do "órfão" chamado Bruce Wayne, que acabou envolvendo a menina na luta do "experiente" e "maduro" combatente do crime em Gotham. Capturar um criminoso, colocando em risco a integridade física e psicológica de uma criança, seria um plano que jamais seria colocado em prática por um heroi que decidiu combater o crime justamente porque, quando era um garotinho, viu os pais serem violentados na sua frente por um "homem mau", num beco escuro. A cena foi uma tragédia e se constitui uma negação de tudo o que o Batman representa. Definitivamente aquele não era o Homem Morcego.

O Coringa me passou a impressão de ser uma pessoa debilitada fisicamente, como se fosse portador de alguma doença terminal ou crônica. Seus olhos fundos, cansados e a respiraçao fraca me diziam isso. Em dado momento, quando ele ria ou falava, eu achava que iria parar de respirar e desmaiar, de tão fraco que parecia. O sensacionalismo promovido por Leto foi grande durante as gravaçoes, onde fazia coisas muito extravagantes e bizarras para chamar a atenção dos fãs e da imprensa, como mandar um rato morto de "presente"  para membros do elenco. Tudo isso para dar a entender que o Coringa era como uma "entidade" que o havia "possuído". Ele queria mostrar para o público que, assim como Heath Ledger, ele também ficou transtornado com o papel. Patética essa extratégia de imitar o seu antecessor que agia estranhamente por ser portador, como é de conhecimento de todos, de problemas psicológicos, que por fim o levaram a cometer suicídio após as gravações do Batman O Cavaleiro das Trevas.  
Bom, se o Jared Leto cometer suicídio, quem sabe o Coringa interpretado por ele se torne inesquecível e ganhe um Oscar póstumo...
Deixando o humor negro a parte, a atuação de Jared Leto como o MC do Crime... (ops!) o Palhaço do Crime, foi bem aquém de todo o marketing desenvolvido pela Warner e pelo próprio ator para o personagem. O "Coringa baile de favela" é uma verdadeira piada mortal da Warner...

Will Smith como o Pistoleiro foi um bom "Will Smith", nada mais. 

Arlequina roubou a cena e ofuscou o Coringa, exatamente como eu disse meses atrás.

O Amarra é tão decepcionte quanto uma "ejaculação precoce"...

El Diablo faz jus à sua origem, pois a sua história é um verdadeiro dramalhão mexicano.

Rick Flagg no começo "abraça" o velho clichê de "chefe durão", mas no final se revela um "ursinho puff",  de tão "fofinho" (Pistoleiro nao curtiu isso...).

A Katana a cada vez que fala (ou tenta falar) é um constrangimento para o espectador. 

O Crocodilo... esse foi f#@%#! Parece que foram nos estudios da Fox, pegaram a mesma roupa que o Coisa usou no primeiro filme do Quarteto Fantástico, pintaram-na de cinza e deram pro lazarento utilizar!

Bons "ingredientes" nao faltaram (elenco): eram todos da melhor qualidade, mas faltou um "toque mágico " para fazer essa "mistura" chamada Esquadrão Suicida, ficar no "ponto" e dar certo. Algo que a Marvel conseguiu fazer com muita perícia no filme do grupo de anti-heróis, também desconhecido pelo grande público, Guardiões da Galáxia. Para decepção de muitos, esse "prato" foi servido "cru"...

A "cozinha" da DC no cinema continua sem um "master chef" e sem um bom prato principal. Enfrentar a concorrente Marvel dessa maneira, torna os executivos e produtores da Warner, um "esquadrão suicida".

O filme que parecia que seria uma bela "feijoada" e iria saciar a "fome" dos fãs da DC, não passou de uma "sopa de letrinhas" para o público infanto/juvenil, e isso fica bem claro quando constatamos que o destaque de um filme protagonizado por assassinos, é a infantiloide Arlequina. Como um esquadrão suicida, a equipe da Warner daria uma bela Carreta Furação...

Prevejo que a arrecadaçâo desse filme será algo em torno de 450 milhões. Se isso ocorrer, a Warner deve sentir-se satisfeita porque esse filme foi o típico "gato por lebre" como dizemos aqui no nordeste.

E agora? O que esperar no próximo "cardápio" da DC no cinema? Mais uma decepção? Os fãs que amam esses personagens, precisam de "alimento" "sólido" e "nutritivo" para continuar acreditando no estúdio. 

Esquadrão Suicida é sim um grande filme... para a Sessão da Tarde.

Jamy Milano.


Sobre o Autor:       
                
Jamy Milano: Amante de quadrinhos há 30 anos e fã da DC Comics.