sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Entertainment Tonight - Capitão América



Cortesia de CBMer TheBlackWidow , também conhecida como Zarina Romanoff , que teve um vislumbre do Entertainment Tonight dando uma infima amostra de uma cena de Capitão América para o próximo ano. O ET normalmente sempre vai aos bastidores, mostrando um pequeno preview e você pode conferir abaixo:




Matéria: ComicBookMovie

FELIZ ANO NOVO!!!

PARA COMEMORAR O MAIOR POST ( E INEDITO ) DO WOLVERINE DO MUNDO!!!

WOLVERINE VOLUME I
http://1.bp.blogspot.com/_OKEKIpoFjaY/SxKRSE8sxYI/AAAAAAAADTE/2YBgtv_X-bg/s1600/wolverine_vol1_1_frank_miller.jpg


WOLVERINE VOL II
[3865_4_0079.jpg]


WOLVERINE VOL III

http://images3.wikia.nocookie.net/__cb20100408225408/marveldatabase/images/thumb/b/b0/Wolverine_Vol_3_55.jpg/300px-Wolverine_Vol_3_55.jpg



WOLVERINE ORIGENS COMPLETO!!


ANIMAÇÕES:Wolverine e os X-Men (Dublado)




WOLVERINE VOL IV

Red Robin #15 ao #18

Batgirl #13 ao #15

The Darkness Vol. 3 cOMPLETA #00 (OU #65 ) ATÉ #87



Agradece ai galera ao Titio Cyber!!!!

TITÃS #30

ZATANNA #07 e #08


PELA TROPA BR!

Deadpool Pulp 04 de 04


Deadpool cai nas mãos de Stryfe que tenta detonar uma bomba em solo americano e com a ajuda das vozes em sua cabeça ele consegue se livrar do Stryfe e seguir para pegar a Outlaw que está prestes a detonar a bomba e revelar ao Deadpool se ela está sendo controlada ou é simplesmente má, e no final ele receberá um convite que irá mudar a sua vida pra sempre.
Dreto do:

Action Comics Anual #13 (2011)

Terra das Sombras: Sangue nas Ruas (2010)



Alencarthigs (Tradução) e Raito (Letras)

Os bandidos de Nova York estão aparecendo mortos, com uma marca de mão ensanguentada, assinatura do tentáculo, em seus rostos - enquanto o vigilante chamado O Mortalha e a caçadora de recompensas internacional Raposa Prateada descobriram sozinhos. Mas o Demolidor negou conhecimento desses assassinatos, a investigadora particular biônica Misty Knight tem as suas dúvidas depois da visita de Bobby Fortunado, irmão de um bandido morto

CRÉDITO:
DDBR-Cozinha do Inferno

Nova Imagem do Filme Capitão América na Empire




A nova edição da revista Empire traz uma nova foto do filme Capitão América: O Primeiro Vingador, sera que sairá só esta foto ou outras, isso só poderemos conferir 4 de janeiro quando será lançada nas bancas.

A foto parece mostrar o Capitão América contra o Caveira Vermelha.



Tenho certeza que a foto logo será mostrada em detalhes e a Empire em 04 de janeiro estara para venda, então vamos ficar de olho pois logo aparecerá novidades.

Capitão América: O Primeiro Vingador estrelas Chris Evans, Hayley Atwell, Hugo Weaving, Sebastian Stan, Toby Jones, Samuel L. Jackson, Dominic Cooper, Tommy Lee Jones, Stanley Tucci e Neal McDonough e abre 22 de julho de 2011. É dirigido por Joe Johnston


Matéria: ComicBookMovies

Votação – Quais as 10 melhores HQs da década?

Os membros dos Sites SOC! TUM! POW! e do Pipoca e Nanquim trabalharam em conjunto neste fim de ano e apresentaram várias listas das melhores HQs da década na opinião de cada um dos redatores, o que foi descaradamente repostado no Actions e Comics já que tudo que sai no Soc! e matérial de Primeiríssima Linha. Agora é chegada a hora do leitor do SOC! contribuir e dizer quais são as melhores histórias dos últimos 10 anos.
Entre hoje, 31 de dezembro e 15 de janeiro Você poderá nos dizer quais foram, em sua opinião, as 10 melhores HQs da década. Para isso basta somente votar na enquete na barra lateral do e indicar 10 das 35 HQs que compuseram as cinco listas apresentadas aqui na última semana de dezembro.
Abaixo As Postagens Originais no Soc! e copiadas aqui pelo Titio Ultimate.
Ao final da votação apresentaremos a lista definitiva das 10 melhores HQs da década que terá sido feita, portanto, com o trabalho conjunto dos redatores do site Soc! e Pipoca com Nanquim e de nossos leitores. E mais, convidaremos vários leitores para contribuirem com textos sobre as histórias selecionadas, os quais serão publicados em post entre os dias 17 e 21 de janeiro. Os leitores que desejarem participar do post enviem e-mail para contato@soctumpow.cominformando sobre quais HQs gostariam de escrever ou simplesmente deixem comentário neste post.
Por isso, não tenha preguiça. Releia algumas histórias, divirta-se com estas pérolas dos quadrinhos e volte aqui para votar e elegermos juntos as melhores HQs da primeira década do século 21.

Melhores HQs da década por Bruno Zago


Doctor Doctor, Shazam! e Alexandre Callari, redatores do SOC! e de Daniel Lopes e Bruno Zago, apresentadores do Pipoca e Nanquim Fizeram Durante a Semana Um trabalho Primoroso levantando na opinião de cada especialista Quais eram ( ou são ) os maiores clássicos da década.
O critério básico para esta seleção é que a HQ tenha sido produzida entre 2001 e 2010 e lançada no Brasil. Não entraram nesta lista relançamentos de outras décadas como PreacherWatchmenCavaleiro das Trevas e outros.
Vale lembrar também que nenhum dos autores do SOC! ou apresentadores do Pipoca leram tudo o que saiu nesta década, de modo que nas respectivas listas aparecerão somente histórias lidas.

Dito isso, confira abaixo a lista de Bruno Zago,apresentador do Pipoca e Nanquim.


Alias – Série publicada na extinta revista mensal Marvel MAX e agora recentemente em encadernado. Brian Michael Bendis explora uma super-heroína que prefere não utilizar mais seus poderes, já que nunca os controlou muito bem, e agir como detetive particular. No meu consenso, Alias é a prova de que super-heróis podem render excelentes histórias adultas. O maior mérito do roteiro está nos diálogos, que são ágeis, intensos e o melhor, como de fato seriam naquele cotidiano, pois a grande maioria das HQs tem diálogos que não convencem – você sabe que nenhuma pessoa jamais falaria da forma como os roteiristas escrevem. Bendis às vezes nos oferece páginas e páginas de pura conversa que conseguem entreter mais do que cenas de ação. Todos os arcos de Alias são geniais, mas somente aquele one-shot de Jessica Jones e J. J. Jameson, do Clarim Diário, já seria o suficiente para garantir a série nessa lista. (Panini, 2003).
WE3 – Instinto de Sobrevivência – Em algum momento Grant Morrison tinha que aparecer nessa lista, e pra mim, é através desta belíssima história. O governo estadunidense está desenvolvendo poderosas armaduras que podem ser colocadas em animais para substituírem os homens em campos de batalha. Durante a fase de teste, os três animaizinhos destacados para trajar os protótipos (um cão, um gato e um coelho) conseguem escapar para as ruas e iniciam uma jornada rumo à casa de seus antigos donos. O roteiro é de uma sensibilidade ímpar que até os mais durões terão vontade de chorar em alguns momentos. A arte de Frank Quitely está absurda, suas páginas transbordam originalidade na diagramação, com cenas de luta ocorrendo em quadros grandes e seus detalhes espalhados em quadros pequenos, páginas inteiras desenhadas através de câmeras de vigilância, quadros com ângulos inusitados, etc. Uma das HQs mais criativas que já tive a oportunidade de ler. (Panini, 2005).
 
Vagabond – Está certo, essa série começou a ser publicada no Japão no finzinho de 1999, mas todo seu desenrolar ocorreu nos anos 2000, então pode figurar na lista. É meu mangá favorito depois de Lobo Solitário. Takehiko Inoue construiu uma obra-prima, todos os quadros impressionam pelo nível de detalhes, as expressões faciais são bem mais realistas do que geralmente é feito no mangá e os cenários são perfeitos – cada árvore tem sua folhinha desenhada, para termos uma ideia. E o roteiro acompanha a riqueza da arte; é muito mais do que uma história convencional sobre um grande herói histórico japonês. Inoue explora a fundo as situações vividas pelo lendário samurai Miyamoto Musashi, como seu comportamento selvagem em lutas, o treinamento e o combate com seu maior adversário, Sasaki Kojiro, criando um dos mangás mais importantes da década. (Conrad, 2001).
Os Supremos – Quando uma reformulação consegue superar seu original em todos os aspectos, merece aparecer entre os melhores. Mark Millar atualizou com extrema competência a história dos Vingadores, deixando tudo mais verossímil, próximo de nossa realidade. “Espera aí”, você deve estar pensando, “como um grupo de pessoas com superpoderes pode ser algo verossímil?”. Acredite meu caro, se super-heróis existissem de verdade, seria algo bem parecido com o retratado em Os Supremos. Além do mais, a história é muito empolgante, consegue te fazer levantar se estiver lendo deitado. (Panini, 2002-07).
 
Persépolis – Esse título, para mim, fecha o trio de maiores quadrinhos sobre guerra já lançados, trio esse que é liderado por Maus e seguido por Gen: Pés Descalços. Em sua obra Marjane Satrapi nos transforma em testemunhas de seu crescimento em meio aos conflitos iranianos, desde quando foi obrigada a usar um véu na cabeça até quando precisou sair do país para garantir a própria segurança. Os desenhos podem parecer infantis a principio, mas conforme a leitura avança fica claro que eles contribuem imensamente para o desenvolvimento da HQ. Persepólis é uma daquelas obras capaz de conquistar até mesmo quem não está acostumado a ler quadrinhos. (Cia. das Letras, 2007).
Pyongyang – Uma Viagem à Coréia do Norte – Muito mais do que uma HQ autobiográfica, é uma denúncia contra a ditadura ferrenha imposta aos norte-coreanos. O canadense Guy Delisle nos dá uma verdadeira aula sobre o país, por meio de uma história cativante, caracterizada pelas críticas e bom humor. Seu traço leve e estilizado é perfeito para ilustrar a narrativa de sua jornada no país. (Zarabatana, 2007). 
 
Black Hole – Uma história perturbadora que é deliciosa de ser lida, um paradigma que define muito bem a obra de Charles Burns. Uma obra profunda, permeada de simbolismos, mostra uma doença mutante que se espalha entre os adolescentes nos anos 70 através do sexo. Os contaminados sofrem modificações no corpo, algumas tão radicais que o doente passa a ser uma pária e precisa fugir do convívio social. O traço escuro de Burns, além de extremamente preciso, contribui ainda mais para o clima tenso da HQ. Não por acaso é uma das obras mais aclamadas de todos os tempos. (Conrad, 2007).
Y – O Último Homem – Pra mim, Brian K. Vaughan marcou a volta da qualidade da Vertigo com essa série. Simplesmente não dá pra parar de ler, cada final de número é tão bombástico que obriga o leitor a continuar e avançar na sequência. O roteiro todo é excelente, partindo de um dos argumentos mais originais que já surgiram nos quadrinhos: a extinção de todos os machos do planeta Terra, exceto por um homem e seu macaco de estimação. Com diálogos brilhantes, sempre com referências a cultura pop, e um tema que abrange assuntos sérios como política, ciência e religião. Muito viciante. (Panini, 2010).
 
Planetary – Essa é fantástica! Warren Ellis realmente mudou a forma de se fazer quadrinhos de super-heróis com essa série de 27 números. O grupo principal são os chamados arqueólogos do impossível, que desvendam segredos e conspirações de várias partes do mundo. Tal como Sandman está repleto de referências culturais, como mitologia, astrofísica, história antiga, literatura e até mesmo clássicos dos quadrinhos. As ideias que saíram da cabeça de Ellis chegam a deixar o leitor boquiaberto, de tão diferentes e absurdamente criativas. Planetary só nos trouxe histórias inovadoras e inteligentes, com tantas camadas de detalhes que você só vai absorver tudo após várias leituras. (Pandora Books, 2003; Devir, 2005 e 2006; Pixel Media, 2007-08).
Os Mortos-Vivos – Mais viciante que Y – O Último Homem, só essa série de Robert Kirkman, que transportou os zumbis para os quadrinhos com o mesmo brilhantismo que Romero o fez no cinema. A história trabalha o psicológico de seus personagens como nenhuma outra que eu já tenha lido fez até hoje (exceto Watchmen). Kirkman explora ao máximo a necessidade de sobrevivência em um ambiente hostil e sem esperança, através de seu fator mais relevante: a convivência entre pessoas. O roteiro prende a atenção, os diálogos são bem construídos, a história é ágil e as cenas de ação com os zumbis são um deleite a parte. E olha que no Brasil ainda nem saiu o arco com o vilão Governador. Merece o primeiro lugar de meu Top10 porque é a série que mais me empolgou e chocou durante a leitura.
 
Escrito por Bruno Zago.

Melhores HQs da década por Daniel Lopes


Doctor Doctor, Shazam! e Alexandre Callari, redatores do SOC! e de Daniel Lopes e Bruno Zago, apresentadores do Pipoca e Nanquim Fizeram Durante a Semana Um trabalho Primoroso levantando na opinião de cada especialista Quais eram ( ou são ) os maiores clássicos da década.
O critério básico para esta seleção é que a HQ tenha sido produzida entre 2001 e 2010 e lançada no Brasil. Não entraram nesta lista relançamentos de outras décadas como PreacherWatchmenCavaleiro das Trevas e outros.
Vale lembrar também que nenhum dos autores do SOC! ou apresentadores do Pipoca leram tudo o que saiu nesta década, de modo que nas respectivas listas aparecerão somente histórias lidas.
Dito isso, confira abaixo a lista de Daniel Lopes do Pipoca e Nanquim.


Grandes Astros Superman – Sem dúvida essa é uma das melhores  HQs do Superman, aqui o roteirista Grant Morrison ao lado do artista Frank Quitely, resgatam o Superman da Era de Prata, nos contando uma história repleta de homenagens ao elementos que fazem parte da mitologia deste super-herói, sem terem que se preocupar com a cronologia oficial do herói, por isso você poderá rele – lá sempre que nunca irá perder o brilho, pois assim são os clássicos. Essa história é para o Superman o que Cavaleiro das Trevas é para o Batman. (Panini, 2007-08).
Planetary – Warren Ellis e John Cassaday mostraram ao mundo o começo das aventuras dos Arqueólogos do Impossível ainda em 1999, mas a série passou por alguns percalços e só foi concluída depois de 27 edições em 2009.  Ellis criou esse grupo que tinha como função principal descobrir a história secreta do Século 20, no decorrer das aventuras há centenas de referencias culturais, que em mãos menos geniais (só Alan Moore conseguiu feito parecido ao de Ellis, com a fantástica Liga Extraordinária) poderiam soar como homenagens pedantes, mas em Planetary elas são sabiamente usadas e fazem parte de uma história complexa, envolvente e sensacional. (Pandora Books, 2003; Devir, 2005 e 2006; Pixel Media, 2007-08).
 
100 Balas –  A série policial que a partir de 1999 revolucionou um dos selos mais revolucionários dos quadrinhos, o Vertigo, que vinha publicando somente obras com teor fantástico, não pode ser esquecida jamais, Brian Azzarello teceu uma trama intrincada, repleta de ação, suspense e reviravoltas, mas que não teria metade de seu impacto se não contasse com arte sensacional de Eduardo Risso. A série com 100 números não possui nenhum momento ruim, as expectativas quanto à história só cresce número a número, os elementos da trama são liberados ao leitor dosadamente e o que parecia uma trama simples, porém instigante, em seu começo, acaba se tornando uma conspiração gigantesca, sem nunca apelar ao óbvio. (Opera Graphica, 2001-06; Pixel Media, 2007-08; Panini, 2010).
Persépolis (2004) – Essa obra-prima fundamental da literatura mundial é um petardo, nos contando suas experiências pessoais no litigioso Ira, Marjane Satrapi  traça um retrato contundente sobre costumes, política e religião daquela região nos últimos trinta anos e faz isso de forma intima e singular, consegue através de um traçado estilizado e simplório nos chocar, emocionar e compreender melhor aquele país. Não por menos essa HQ ultrapassou fronteiras e colecionou elogios no mundo todo e já é considerada um dos melhores livros escritos nos últimos anos. É imperdível. (Cia. das Letras, 2007).
 
Liga Extraordinária – Alan Moore enquanto escrever quadrinhos irá aparecer nas listas dos melhores, pois ele simplesmente vem criando desde os anos 80 obras fundamentais nesse maravilhoso mundo. Nessa última década ele criou duas obras que merecem destaques, pois são geniais, A Liga Extraordinária e Promethea, depois de muito pensar qual entraria para o ranking, só não optei pela segunda pois foi pouco publicada aqui no Brasil. Em 14 edições da Liga Extraordinária, Moore ao lado do desenhista Kevin O’Neill transformam personagens clássicos da literatura em heróis que lutam para preservar a magnificência do Império Britânico durante a Era Vitoriana. É um caldeirão de referencia absolutamente genial. (Devir, 2003-04 e 2010; Pandora Books, 2001 e 2003; Panini, 2010).
Jimmy Corrigan - O menino mais esperto do mundo – Chris Ware é o artista que mais vem ousando nos quadrinhos, ele consegue através de sua arte e diagramação romper alguns limites dessa mídia e faz isso magistralmente, não é a toa que ele já faturou cinco estatuetas do Eisner nos últimos dez anos. Jimmy Corrigan como o próprio autor descreveu, é uma obra difícil e impenetrável, que precisa ser lida com cuidado, atenção e se possível várias vezes para melhor compreensão, ela trata de temas não muito convencionais nos comics, como isolamento social, tristeza e distancia paterna, Jimmy não é nem de longe o menino mais esperto do mundo, na verdade ele tem meia-idade, sem perspectivas, graça ou grandes feitos, mas que nas mãos de Ware se transforma em uma grande história. (Cia. das Letras, 2009).
 
Sábado dos Meus Amores – Esse é a HQ mais brasileira de todos os tempos, em seis histórias sobre cotidianos diversos, Marcello Quintanilha retrata com maestria algumas facetas do povo brasileiro com uma arte sensacional, o álbum todo é de um esmero sem igual, tudo nessa coletânea de contos é preciso, vigoroso e original. Os personagens apresentados parecem ganhar vida, possuem características físicas e psicológicas detalhadas, uma verdadeira representação da diversidade do povo brasileiro. É o álbum mais poético da década! (Conrad, 2009).
MSP 50 – O maior projeto dos quadrinhos nacionais foi capitaneado pelo editor Sidney Gusman, 50 grandes artistas brasileiros tiveram a oportunidade inédita de escrever histórias com os personagens criados por Mauricio de Souza da maneira que bem entendessem, isso resultou em uma das melhores HQs da década (o segundo volume, MSP50 é tão espetacular quanto), aqui não há nenhuma história fraca, somente boas ou excelentes, algo dificilmente encontrado em coletâneas, é uma belíssima homenagem ao maior nome dos quadrinhos nacionais e como todos os fãs de quadrinhos em nosso país invariavelmente já leram a Turma da Mônica, esse é um item que remete a nostalgia, emociona e apresenta autores fabulosos de nosso mercado. Um marco! (Panini, 2009).
 
Bórgia – a reunião de dois dos maiores nomes dos quadrinhos mundiais não poderia resultar em algo menos que sensacional, Alejandro Jodorowsky e Milo Manara nos contam a história da família Bórgia, que fora uma das mais poderosas no século XV, alguns dos Bórgias se embrenharam nas operações do Vaticano e lutaram inescrupulosamente pelo poder e chegaram a dominar Roma por um período. Essa obra prima traz duras criticas ao cristianismo e consegue sintetizar com maestria a Renascença, aqui há uma mistura explosiva de profano com sagrado, corrupção e generosidade, política, luxúria, traições, poder, elegância, luxo e morte, ingredientes que nas mãos dos dois mestres resultou em uma das melhores HQs de todos os tempos. (Conrad, 2005, 2006 e 2010).
Y – O Último Homem – Essa criação  do ótimo roterista Brian K. Vaughn ao lado da desenhista Pia Guerra é uma daquelas séries extremamente empolgantes, que é impossível não ficar instigado pelo próximo número, as 60 edições da série são devoráveis, o roteiro é fantástico e inovador e arte sempre excelente. A saga de Yorick Brown, o último homem da terra é frenética e repleta de grande momentos, ele se mete em absolutamente todo tipo de intrigas e perigos, nos mostrando que um mundo só com mulheres não seria exatamente o tipo de sonho que todo homem tem. (Panini, 2010).
 
Escrito por Daniel Lopes, apresentador do Pipoca e Nanquim

Melhores da década por Alexandre Callari











Doctor Doctor, Shazam! e Alexandre Callari, redatores do SOC! e de Daniel Lopes e Bruno Zago, apresentadores do Pipoca e Nanquim Fizeram Durante a Semana Um trabalho Primoroso levantando na opinião de cada especialista Quais eram ( ou são ) os maiores clássicos da década.
O critério básico para esta seleção é que a HQ tenha sido produzida entre 2001 e 2010 e lançada no Brasil. Não entraram nesta lista relançamentos de outras décadas como Preacher, Watchmen, Cavaleiro das Trevas e outros.
Vale lembrar também que nenhum dos autores do SOC! ou apresentadores do Pipoca leram tudo o que saiu nesta década, de modo que nas respectivas listas aparecerão somente histórias lidas.
Dito isso, confira abaixo a lista de Alexandre Callari.
Persépolis - A edição lançada pela Cia. das Letras sob o selo Quadrinhos na Companhia é primorosa. Contém a obra completa e um acabamento de boa qualidade. Elogiar esta HQ é chover no molhado, mas para quem não sabe de que se trata, ela foi escrita pela iraniana Marjane Satrapi e é autobiográfica. A obra narra sua vida no Irã durante a revolução islâmica da década de 80, seu exílio voluntário na Europa e sua volta ao país. Uma das melhores HQs já escritas, apesar da arte infantil e, a primeira vista, deficiente. (Cia. das Letras, 2007).
Justiceiro Max - Publicado aqui no Brasil na extinta revista Marvel Max da Panini. Trata-se simplesmente do melhor trabalho já feito com o Justiceiro em todos os tempos e, na minha opinião, o melhor trabalho do amalucado roteirista Garth Ennis. Simplesmente não dá para escolher uma saga melhor, você tem a obrigação de ler TUDO! Da primeira à última. (Panini, 2003-10).
Guerra Civil - Minissérie sensacional, que todos já devem estar carecas de conhecer o mote. Agrada-me muito quando a Marvel expõe suas opiniões políticas em suas HQs e esta série fala claramente sobre os abusos cometidos pelo governo Bush em seu segundo mandado. A série trouxe momentos emblemáticos, como a revelação da identidade secreta do Homem-Aranha, o clone do Thor e a batalha do Capitão América contra o Homem de Ferro. (Panini, 2007-08).
Crise de Identidade - Uma esperança surgia no horizonte quando a DC publicou esta história espetacular e parecia que suas HQs finalmente ficariam maduras. Infelizmente, tudo descambou em seguida, mas o mérito desta história se mantém. Não só uma das melhores da editora e da década, como uma das melhores já escritas. Destaque para a luta do Exterminador contra a LJA, a morte do pai de Robin e a “surdez” do Superman. (Panini, 2005-06).
Leões de Bagdá - Uma fábula sensível sobre um grupo de leões que escapa do zoológico durante a invasão estadunidense ao Iraque. A história é só um pretexto para o roteirista Brian K. Vaugh discutir temas como liberdade e manipulação. Os desenhos estão sem dúvida entre o que já foi feito de melhor na produção de HQs universal. (Panini, 2008).
Poder Supremo - Pode ser que você torça o nariz para as coisas que J. M. Straczynski escreve principalmente devido a seu trabalho com o Homem-Aranha, mas tenho que dizer que você só está meio certo. O cara tem coisas maravilhosas, como Surfista Prateado: Réquiem e as aventuras do Thor, mas o ponto alto mesmo é esta sensacional releitura de um antigo grupo de heróis da Marvel. O personagem principal, Hipérion, é um tipo de Superman criado pelos militares estadunidenses e o pivô para toda uma trama que, se merece alguma crítica, é o fato de ter ficado sem final – pois a HQ foi descontinuada. (Panini, 2003-07).
Conan – Nascido no campo de batalha - Nem mesmo os textos do criador do herói, Robert E. Howard, haviam abordado sua infância e adolescência, coisa que Kurt Busiek fez em detalhes nesta história fenomenal. Publicada originalmente de forma picada na revistaConan, o Cimério, foi posteriormente compilada em um encadernado obrigatório. (Mythos, 2008).
Os Inumanos - Não tem como deixar de citar esta grande minissérie escrita por Paul Jenkins (de longe sua melhor história) e desenhada maravilhosamente por Jae Lee. Foi este material que inaugurou o selo Marvel Knights, que trazia aventuras mais adultas, um intermediário entre Marvel Max e o universo tradicional. Nunca ninguém abordou com tamanha profundidade um dos melhores e mais complexos (além de subaproveitado) heróis da editora, Raio Negro. (Mythos, 2001).
Os Supremos – Uau! Reformulações costumam ser uma grande besteira, mas Mark Millar desta vez se superou. Ele atualizou o que era bom, descartou o que estava datado, criou uma história clichê (porém funcional) e mergulhou no emocional de heróis que já estavam por aí há décadas, porém ainda não tinham sido aproveitados da forma adequada. Imperdível. (Panini, 2002-07).
Gotham City Contra o Crime - A melhor aventura do Batman em anos, exceto pelo detalhe de ele não ser o protagonista e mal aparecer. Mas quem se importa, quando temos alguns dos roteiros mais quentes da década? Mérito de Greg Rucka e Ed Brubaker, dois dos argumentistas mais geniais do momento. Se não leu, leia! (Panini, 2005-07).
Escrito por Alexandre Callari, colunista do SOC! TUM! POW! e apresentador do Pipoca e Nanquim.