Demorou bastante para conseguir fazer esta resenha para os leitores, mas ela finalmente chegou!
Batman and Robin #3 traz coisas excelentes para a tão rica mitologia do
Homem-Morcego e o fechamento deste primeiro movimento da opereta só nos deixa sedentos por mais e mais. Aos que compraram apenas este arco e não adquiriram ainda sua edição 96 de
Batman da
Panini, corram que ainda dá tempo: tem muito mais Grant Morrison e muito mais Batman como nunca imaginamos! Enfim, é hora de falarmos da conclusão do primeiro arco, desenhado por
Frank Quitely.

Logo de início vamos citar algumas semelhanças curiosas com uma certa história de Alan Moore que definiu a psicopatia do Coringa nos próximos anos desde que foi escrita: o Professor Porko faz o papel do Coringa, enquanto o sequestrado Damian Wayne representa o sequestrado Comissário Gordon naquela história. E como elemento surpresa, nas duas histórias, temos o Capuz Vermelho aparecendo! Isso sim é uma boa reciclagem de ideias =D

Neste terceiro capítulo vemos o Professor Porko atacando de personagem de David Lynch - ele cairia perfeitamente bem em qualquer episódio de Twin Peaks - a volta do Capuz Vermelho, o Batman Dick Grayson usando finalmente suas características próprias para fazer um show à parte como novo Cavaleiro das Trevas, torturando bandidos para obter informações essenciais e não temendo tomar certas atitudes. Todo o desenvolvimento do capítulo tem uma cara específica de conclusão, mas o autor não deixa a peteca cair e prepara um ótimo gancho para o arco seguinte. A verdade é que esta primeira parte da nova jornada de Morrison pelo Batman teve como objetivo apenas mostrar um panorama bem geral das novas visões que o título tem a mostrar e, claro, focar muito nos splashes e nas espetaculares dinâmicas de Frank Quitely.
Tendo dito isso, vamos ver algumas curiosidades página a página?
1-Isto é uma atitude do Batman do jeito que a gente gosta!
3-Nesta página temos a solução de um mistério que muita gente não percebeu: o conteúdo da mala de Niko, o pai de Sasha. Calma, não é a mesma mala do Pulp Fiction! Ela carregava algumas drogas que eram traficadas com os russos para apagar a identidade da vítima, permitindo então que o pessoal tornasse-se bonecatrônicas.
4-Este jeitão de se expressar do Professor Porko tem referências à Caixa do Delírio da Patrulha do Destino, exatamente da época em que Morrison a escrevia.

5-Tiamat é uma deusa da cultura babilônica. Segundo a Wikipédia: Tiamat é uma deusa das mitologias babilônica e sumérica. Na maioria das vezes Tiamat é descrita como uma serpente marinha ou um dragão, mas nenhum texto foi encontrado nos quais contenham uma associação clara com essas criaturas.
A expressão Tohu va bohu vem do hebreu e, aparentemente, significa algo como “sem forma e vazio”. Podemos perceber também uma escultura da Medusa aqui, mas antes disso, o Professor faz alguns comentários que perambulam sua relação com o número 666. A efígie da deusa má de Porko seria o simples exemplo de uma escultura dadaísta?
9-O Professor Porko sintetizou a droga numa forma de contagiar o ar para atingir a Bonecatrônicas imediatamente.
10-Vocês devem se lembrar que vimos Sasha na edição #1, certo? Agora ela virou uma bonecatrônica também, mas tem algo muito diferente dela para as outras, o que veremos mais adiante.
14-Típica cena do clássico seriado dos anos 1960, não? O simétrico soco para derrubar bandidos.
16-Esta é uma página que dá uma satirizada no que Alan Moore fez anos atrás com seu A Piada Mortal. Vale lembrar, claro, que o circo aqui visto é o mesmo visto nesta antológica história.

19-20-Vamos ver a ordem cronológica de nossos heróis anunciando que seus ícones nunca vão morrer?
22-A boneca sufocando aqui é Sasha.
Fonte: MultiversoDC